segunda-feira, 7 de setembro de 2009
lugaresdealice
É caminho de Ogum e Iansã
Lá tem samba até de manhã
Uma ginga em cada andar
O meu lugar
É cercado de luta e suor
Esperança num mundo melhor
E cerveja pra comemorar
O meu lugar
Tem seus mitos e Seres de Luz
É bem perto de Osvaldo Cruz,
Cascadura, Vaz Lobo e Irajá
O meu lugar
É sorriso é paz e prazer
O seu nome é doce dizer
Madureiraaa, lá lá laiá, Madureiraaa, lá lá laiá
Ahhh que lugar
A saudade me faz relembrar
Os amores que eu tive por lá
É difícil esquecer
Doce lugar
Que é eterno no meu coração
E aos poetas trás inspiração
Pra cantar e escrever
Ai meu lugar
Quem não viu Tia Eulália dançar
Vó Maria o terreiro benzer
E ainda tem jogo à luz do luar
Ai que lugar
Tem mil coisas pra gente dizer
O difícil é saber terminar
Madureiraaa, lá lá laiá, Madureiraaa, lá lá laiá, Madureiraaa
Em cada esquina um pagode num bar
Em Madureiraaa
Império e Portela também são de lá
Em Madureiraaa
E no Mercadão você pode comprar
Por uma pechincha você vai levar
Um dengo, um sonho pra quem quer sonhar
Em Madureiraaa
E quem se habilita até pode chegar
Tem jogo de lona, caipira e bilhar
Buraco, sueca pro tempo passar
Em Madureiraaa
E uma fezinha até posso fazer
No grupo dezena centena e milhar
Pelos 7 lados eu vou te cercar
Em Madureiraaa
E lalalaiala laia la la ia...
Em Madureiraaa
sexta-feira, 4 de setembro de 2009
tweetsdealice
(esqueci a vírgula!)
Twitter: it’s amazing and the best invention of cyber space!!!

Essa revoada nem desconfia, mas são imprescindíveis como bússola e inspiração.
Me instigam, libertam sentimentos e emoções, para em muitos momentos planar, em outros, navegar e, até mesmo, me atrever a alçar vôos solo. E bater asas, abrir o bico e me expor em ditos e trinados próprios, e me levam a sentir a brisa e fazer parte de seus bandos. São mais, e muito queridos, amigos e companheiros, que talvez não tenham menor idéia de como são necessários ‘pro dia nascer feliz’.
quinta-feira, 3 de setembro de 2009
sonsdealice

Tomara que vocês também achem uma curtição.
quarta-feira, 2 de setembro de 2009
alicenoparaíso
Recebi, por e-mail, o texto que segue da Malka, uma das amigas-cúmplices em confidências e catarses etílicas.
O "paraíso" nem sempre é o que parece.
DESNECESSÁRIA
"A BOA MÃE É AQUELA QUE VAI SE TORNANDO DESNECESSÁRIA COM O PASSAR DO TEMPO."
VARIAS VEZES OUVI DE UM AMIGO PSICANALISTA ESSA FRASE
E ELA SEMPRE ME SOOU ESTRANHA.
ATÉ AGORA.
AGORA QUE MINHA FILHA ADOLESCENTE, AOS QUASE 18 ANOS,
COMEÇA A DAR VÔOS-SOLO.
CHEGOU A HORA DE REPRIMIR DE VEZ O IMPULSO NATURAL MATERNO
DE QUERER COLOCAR A CRIA DEBAIXO DA ASA,
PROTEGIDA DE TODOS OS ERROS, TRISTEZAS E PERIGOS.
UMA BATALHA INTERNA HERCÚLEA, CONFESSO.
QUANDO COMEÇO A ESMORECER NA LUTA PRA CONTROLAR A SUPER-MÃE
QUE TODAS TEMOS DENTRO DE NÓS,
LEMBRO LOGO DA FRASE, HOJE ABSOLUTAMENTE CLARA.
SE EU FIZ O TRABALHO DIREITO,
TENHO QUE ME TORNAR DESNECESSÁRIA.
ANTES QUE ALGUMA MÃE APRESSADA VENHA ME ACUSAR DE DESAMOR,
PRECISO EXPLICAR O QUE SIGNIFICA ISSO:
SER "DESNECESSÁRIA"
É NÃO DEIXAR QUE O AMOR INCONDICIONAL DE MÃE,
QUE SEMPRE EXISTIRÁ, PROVOQUE VÍCIO E DEPENDÊNCIA NOS FILHOS,
COMO UMA DROGA,
A PONTO DE ELES NÃO CONSEGUIREM SER AUTÔNOMOS,
CONFIANTES E INDEPENDENTES.
PRONTOS PARA TRAÇAR SEU RUMO, FAZER SUAS ESCOLHAS,
SUPERAR SUAS FRUSTRAÇÕES E COMETER OS PRÓPRIOS ERROS TAMBÉM.
A CADA FASE DA VIDA, VAMOS CORTANDO
E REFAZENDO O CORDÃO UMBILICAL...
A CADA NOVA FASE, UMA NOVA PERDA E UM NOVO GANHO,
PARA OS DOIS LADOS, MÃE E FILHO.
PORQUE O AMOR É UM PROCESSO DE LIBERTAÇÃO PERMANENTE
E ESSE VÍNCULO NÃO PARA DE SE TRANSFORMAR AO LONGO DA VIDA.
ATÉ O DIA EM QUE OS FILHOS SE TORNAM ADULTOS,
CONSTITUEM A PRÓPRIA FAMÍLIA E RECOMEÇA O CICLO.
O QUE ELES PRECISAM É TER CERTEZA DE QUE ESTAMOS LÁ, FIRMES,
NA CONCORDÂNCIA OU NA DIVERGÊNCIA,
NO SUCESSO OU NO FRACASSO,
COM O PEITO ABERTO PARA O ACONCHEGO, O ABRAÇO APERTADO,
O CONFORTO NAS HORAS DIFÍCEIS.
PAI E MÃE SOLIDÁRIOS CRIAM FILHOS PARA SEREM LIVRES.
ESSE É O MAIOR DESAFIO E A PRINCIPAL MISSÃO.
AO APRENDERMOS A SER "DESNECESSÁRIOS",
NOS TRANSFORMAMOS EM PORTO SEGURO
PARA QUANDO ELES DECIDIREM ATRACAR."
A autora é Marcia Neder, Psicóloga e Psicanalista. Doutora e pós-doutorada em Psicologia, PUC-SP. Márcia Neder Bacha é psicanalista e pesquisadora da UFMS e da USP/NUPPE. Doutora em Psicologia Clínica, autora de Psicanálise e Educação – Laços Refeitos e A arte de formar: o feminino, infantil e o epistemológico, e diretora de redação da revista Claudia
sábado, 29 de agosto de 2009
noitesdealice
O texto, escura escama, pesadelo de eternidade,
máscara densa do universo vomitando.
O texto, mas não a energia que o pensou,
interrogando a simultaneidade absoluta.
Há uma esperança nas ruas, nas pedras, no acaso
de tudo, uma esperança, uma forma suspensa
entre o aparente e a essência, entre o que vemos
e a substância, uma esperança, uma certeza talvez
de que o rio não se dissolva no mar, de que
o ínfimo, o precário, a voz, a sombra,
o estalar das carnes na explosão
não se dispersem no todo, impensável medusa da inexistência.
Há uma luz qualquer sonhando integração, o suposto
destino dos ventos, das energias globais, a suposta
sabedoria com que o homem fecundou a crosta
envenenada do planeta, há uma luz qualquer
ensaiando águas pensadas no eterno esvair-se,
abstrato expansionário, há uns olhos além
da frágil realidade, da terrível matança, da
cruel carnificina entre seres pestilentos aquém
da fronteira do sonho, um texto além do texto,
uma esperança talvez, enquanto somos e nos cumprimos,
enquanto somos e nos oxidamos, enquanto
somos e prosseguimos.
(Afonso Henriques Neto)
Afonso Henriques de Guimaraes Neto nasceu em Belo Horizonte em 1944. Aos 10 anos, foi para o Rio de Janeiro e depois para Brasília, onde concluiu os estudos fundametais e, posteriormente, a faculdade de Direito. Pertenceu a chamada 'geração marginal'. Afonso é filho do poeta Alphonsus de Guimaraes Filho e neto do grande poeta simbolista Alphonsus de Guimaraes. Desde sua estréia em 1972, publicou cerca de 10 excelentes livros de poesia. Leia mais sobre Afonso Henriques Neto.
Fonte: http://oglobo.globo.com/pais/noblat/posts/2009/08/28/texto-afonso-henriques-neto-217716.asp
quarta-feira, 26 de agosto de 2009
estrelasdealice
Ai, ai caramba, ai, ai caramba
Ai, ai caramba, ai, ai caramba
E como já dizia Galileu na Galiléia
Malandro que é malandro não bobeia
Se malandro soubesse como é bom ser honesto
Seria honesto só por malandragem, caramba
Ai, ai caramba, ai, ai caramba
Ai, ai caramba, ai, ai caramba
Diziam também que a terra era quadrada
Mas ficou provada que a terra é redonda, caramba
Ai, ai caramba, ai, ai caramba
Ai, ai caramba, ai, ai caramba
Quem ama quer casa, quem quer casa quer criança
Quem quer criança quer jardim
Quem quer jardim quer flor
E como já dizia Galileu, isso é que é amor
Ai, ai caramba, ai ai caramba
Ai, ai caramba, ai, ai caramba

